Coordenação do Nossa Itaquera na Reunião do Plano de Metas da Zona Leste

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sexta-feira, 16 de novembro de 2012

SEMINÁRIO "OS CRIMES DA DITADURA MILITAR E A COMISSÃO DA VERDADE"


                Abertura do Seminário feita por alunos do Curso de Serviço Social, da Unicastelo
           

SEMINÁRIO “OS CRIMES DA DITADURA MILITAR E A COMISSÃO DA VERDADE”

 
No dia 6 de novembro passado, aconteceu, no CEU Azul da Cor do Mar, por iniciativa de estudantes do Curso de Serviço Social, da UNICASTELO, em Itaquera, Seminário que teve como título “Os Crimes da Ditadura Militar e a Comissão da Verdade”.

Na mesa de discussões,  participaram Amelinha Teles, ex-prisioneira política, integrante da Comissão Estadual da Verdade; o Deputado Estadual Adriano Diogo, que preside esta Comissão da Verdade, em São Paulo e que também foi preso e torturado na época do Regime Militar; Yuri Pires, da Oposição de Esquerda da UNE e o autor destas linhas, Valter de Almeida Costa, representando o Curso de Pedagogia da Unicastelo, também fortemente representado na discussão com grande participação de alunos  no Seminário.

       Na primeira fileira, Yuri, do Movimento Estudantil, na segunda fileira, Deputado Adriano Diogo, Amelinha Teles e Lídia, do M.LB. e Associação "Olga Benário"

Esta última fala tratou das prisões políticas ocorridas na Zona Leste de São Paulo, onde foi descrito o episódio da prisão do falecido enfermeiro Geraldo Castro da Silva, e outros militantes do Partido Comunista Brasileiro, em 1975,
e da morte sob tortura de um destes ativistas presos junto com Geraldo Castro, o operário metalúrgico Manoel Fiel Filho. Em nossa fala, tratou-se, ainda, da sobrevivência dos resquícios deste período autoritário e repressivo na colocação de coronéis no comando das subprefeituras de São Paulo, com política de repressão aos trabalhadores ambulantes e de remoção de comunidades mais pobres, sem o devido reassentamento das famílias despejadas, pela ausência de políticas de habitação popular em nosso município. Como exemplo do tratamento que equivale a uma espécie de tortura sobre os mais pobres, foi citado o caso da Comunidade da Paz, em Itaquera, ameaçada de remoção em decorrência das obras do Parque Linear Rio Verde.

               Na última fileira, Suelen e Michelle, ex-alunas da Unicastelo, atualmente Assistentes Sociais voluntárias que auxiliam organização da Comunidade da Paz, em Itaquera. Na fileira da frente alunas atuais da Unicastelo

Em sua fala, Amelinha Teles, que foi presa e torturada, junto com outros militantes do PC do B, em 1972, falou sobre os crimes que testemunhou e citou a importância de ter recuperada a história destes crimes para que a justiça seja feita.

                          alunas do Curso de Pedagogia da Unicastelo

Nesta mesma linha, discorreu o Deputado Estadual Adriano Diogo que também fez relato das torturas que sofreu e dos crimes que presenciou quando foi preso pelo Exército, na época em que era militante estudantil e combatia o regime da ditadura militar. Falou ainda da importância dos trabalhos da Comissão da Verdade no levantamento de informações do período, uma vez que muitos familiares dos que foram presos e mortos naquele período sequer tiveram conhecimento dos locais em que os corpos foram escondidos. São os “desaparecidos” cujos restos começaram a ser descobertos nos cemitérios clandestinos criados para sepultar os opositores que foram assassinados naquele período.

                            Alunas do Curso de Pedagogia da Unicastelo

Yuri Pires, representando o Movimento Estudantil, falou da importância de participação de toda a sociedade, dos trabalhadores e estudantes, por exemplo, no acompanhamento das investigações.

 

No Seminário ocorreram ainda outros depoimentos e falas que mostraram o quanto ainda são importantes estas discussões sobre a história recente de nosso país.

 
 
                               Prof. Max e alunos da Unicastelo

Prestigiaram ainda o Seminário, o professor Max e a professa Ana Helena e outros professores e alunos da Unicastelo. Participaram ainda ex-alunas do Curso de Serviço Social da Unicastelo, como a Michelle e a Suelen que atualmente colaboram, como voluntários, no apoio às comunidades ameaçadas de despejo, na região.



 
                          Lígia, Lídia e outros militantes do M.L.B. e Associação Olga Benário

Parabéns às alunas e alunos da Unicastelo que organizaram o Seminário, em especial a Camila, a Isabela, a Viviane e o Wellington.

 

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